terça-feira, 2 de outubro de 2012

Manifesto de um modelo colaborativo

A humanidade reclama de ser mal gerida. A política não representa a maioria e por isso a vida prospera para poucos em detrimento de milhões. Não é de outros políticos que precisamos. Pelo menos, não aqueles que estão preparados para este sistema. O que precisamos agora é de um novo modelo. Não precisamos mais de constituições em forma de contratos. Não precisamos de mais(-)valia, nem de mais nenhuma dessas convenções. É pela mudança da economia que virá a qualidade de vida sempre garantida e nunca proporcionada pelos contratos. Para mudar a economia como hoje ela é concebida, deve-se extirpar a entidade retroalimentadora dela. O mercado. É o mercado quem cria credores e devedores. É ele quem põe preço no dinheiro desde a sua produção, desde a impressão à primeira distribuição ao banco. Sem mercado não existe competição sem foco real na evolução da vida. A convicção de acumulação do mundo em nosso tempo com o objetivo único e final da posse como força motriz da humanidade leva à destruição que assistimos nos últimos séculos. Principalmente no século XX , com suas duas grandes guerras e as muitíssimas outras que se seguiram , com maior ou menor grau de relação. Sempre questões de mercado. Sempre um grande mercado. Uma economia sem mercado, ao contrário de uma DE mercado não compactua com a existência do dinheiro. Em que seria então baseada esta nova economia? Nos RECURSOS. Os recursos naturais estão presentes no mundo inteiro. Estes são universais, ao contrário de qualquer moeda. É justamente por que os recursos estão distribuídos desuniformemente pelo globo que este novo sistema poderá ser aplicado em qualquer lugar. Dispondo as nações de diferentes recursos, há então uma interdependência generalizada. Hoje, esta interdependência é instrumentalizada pela entidade do mercado. Quando o trabalhador se sente explorado, não vê que sua exploração é a última peça do efeito dominó desencadeado pela exploração que o mercado exerce sobre aquela interdependência. O fato de estarmos distribuídos por lugares diferentes nos impõe diferenças. Mas o fato de estarmos no mesmo planeta nos impõe a interdependência. O mercado concentra poder. Isto transforma esta interdependência em competitiva, quando deveria ser fraternal. Por isso é que com a sua extinção é que pode se dar uma distribuição de poder. A médio/longo prazo esta distribuição será tal que a própria entidade "poder" se desmantelaria, ou à palavra seria empregado outro sentido. A circulação global de bens se daria com base na necessidade, não com base no interesse. O mecanismo construído pelo mercado faz com que o continente dos diamantes seja o mesmo da fome e da praga. Não foi sempre o mercado? Não é somente em desigualdade que é possível o mercado? O fim do mercado é o fim do interesse atuando na distribuição dos bens. Automaticamente, a distribuição tornaria social. Em escala global. Todas as etapas da economia são, em suma, independentes do mercado. É possível cultivar. extrair, beneficiar, produzir distribuir, consumir, renovar e recriar sem que para isso exista o mercado. Ao invés de regular a distribuição, hoje o mercado é o grande criador de necessidades. Criamos novas necessidades deixando de atender as básicas, essas sim necessidades por definição. Atender a essas necessidades, a essa demanda humana universal está acima da moral cívico-nacional. É mais que o atendimento aos direitos humanos da maneira que foram contratualizados. É o entendimento do planeta enquanto organismo. É a criação de um novo modo de se viver. É dar aos poderosos a igualdade enquanto castigo e ao homem comum enquanto único meio de sobrevivência leal e colaborativa. É o surgimento de um novo homem. E se você se identificou sinceramente, está começada a revolução.