Segue meu último samba, de breque. Escrito em algum dia do mês de julho de 2013
Caixinha, graxa e escova; transeunte não se mova, me deixe trabalhar
(o seu pisante vai brilhar)
Tenho aqui tanto produto, que imitação de couro bruto reluz em cromo alemão
(por R$3,20 é um negoção!)
Não saia de fininho, tenho ali três "amiguinho" pra garantir o serviço
(vamos deixar de reboliço)
Pra quê reclamar, se o assoalho vai brilhar onde o senhor passar
(vai parecer um popstar...)
Dobro sua calça, passo a graxa, bato a caixa - pedindo o outro pé
(já sabeis bem como é que é...)
Meu pano nervoso, vai deixar tudo lustroso - e estamos quase conversados
(só falta agora meus trocados)
Pra cada pé são três de vinte, no total dá cento e vinte, pois trabalho bom é raro
(e o combinado não sai caro)
Deus do céu, não reparei. O senhor é homem da lei. Dessa vez, acho que entrei!
Meu caro cana, não se zangue, não suje suas mãos de sangue por um mal entendido
(já inclusive resolvido)
Acontece, meu nobre.. que a astúcia é a coragem do pobre - como já disse Ariano
(ainda aos vinte e poucos anos)
Leve de graça essa graxa, pra ninguém dizer que acha que tenho má intenção
(trabalhador não é ladrão)
Eu tenho é credibilidade em todo o centro da cidade, e o cliente tem razão!